terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Separação que marca

Separação que marca
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Quando dei por mim não ti amava mais,
verdade, foi quase sem querer que percebi
que a tua presença na minha vida era passado.
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Tu de ancora e sustento virou objeto obsoleto
barco levado ao vento, afastado da beira do cais,
partiste e eu, enclausurado na tormenta, não vi.
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De fato eu ti amava e tu recusaste o meu amor,
de brisa o vento virou vendaval,
matas-te o amor que eu tinha no peito, perdi, fui mal,
mas ti perdendo ganhei a vida, pude recomeçar.
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Não contem os gregos e troianos que é fácil o recomeço,
bem sei, recomeçar do nada é uma longa jornada.
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Pra ti foi fácil mentir, iludir e caluniar,
pra mim, foi terrível ser acusado e caluniado,
a dor da mentira não tem preço.
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Passou o tempo e a Providência mostrou toda a verdade.
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A maldade que fizeste o Destino cobrou preço pesado.
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Verdade, não fico triste, menos ainda chateado,
passou, página virada de um livro mal escrito.
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Hoje, bens sabes, não resta mágoa, só indiferença,
e se cruzares na minha estrada passo para ao lado,
por nada não, só para evitar a tua presença.

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