Separação que marca
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Quando dei por mim não ti amava mais,
verdade, foi quase sem querer que percebi
que a tua presença na minha vida era passado.
-
Tu de ancora e sustento virou objeto obsoleto
barco levado ao vento, afastado da beira do
cais,
partiste e eu, enclausurado na tormenta, não
vi.
-
De fato eu ti amava e tu recusaste o meu
amor,
de brisa o vento virou vendaval,
matas-te o amor que eu tinha no peito, perdi,
fui mal,
mas ti perdendo ganhei a vida, pude
recomeçar.
-
Não contem os gregos e troianos que é fácil o
recomeço,
bem sei, recomeçar do nada é uma longa jornada.
-
Pra ti foi fácil mentir, iludir e caluniar,
pra mim, foi terrível ser acusado e
caluniado,
a dor da mentira não tem preço.
-
Passou o tempo e a Providência mostrou toda a
verdade.
-
A maldade que fizeste o Destino cobrou preço
pesado.
-
Verdade, não fico triste, menos ainda
chateado,
passou, página virada de um livro mal
escrito.
-
Hoje, bens sabes, não resta mágoa, só
indiferença,
e se cruzares na minha estrada passo para ao
lado,
por nada não, só para evitar a tua presença.
-
Nenhum comentário:
Postar um comentário