quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Cinismo

Cinismo
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Eu não vou virar um poeta errante, defensor de causas perdidas,
a dificuldade do homem é entender como é cada momento.
São diferentes os momentos e cada pessoa tem a sua sina.
cada espaço de tempo é diferente, bem diferente.
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Eu não vou defender a lógica das coisas que são muitas, sortidas,
pois num pote de várias cores e mil sabores, existe um momento
em que de repente o tudo vira nada. Vira, vira; causa perdida.
Por isto e muito mais, vivo atento a tudo e a todo o momento.
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Passam os minutos, horas, meses e os anos,
o que era nada dá um passo a frente, vira o principal.
Eu, não sou um poeta defensor de causa perdida,
sou molde de cada momento, não dos enganos,
sou traste de beira de estrada, mais vil que animal,
urtiga da vida, sem cara, não luto por causa perdida.

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Canção para um irmão

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Jovem deitado na cama

O jovem deitado na cama
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Era jovem deitado na cama,
triste e doente.
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O jovem não reclama,
pois mesmo deitado na cama,
sábia, na sua inocência,
que a dor não seria eterna.
-
Deus tem clemência.
-
A dor é chama que arde,
e faz do homem um covarde.
-
Vida sofrida, sofrida é a vida.
-
Eterno são as pessoas no mundo,
pois o mundo não é mundo
sem as pessoas e os seres.
-
Seria, o mundo, esfera de rocha,
no infinito a vagar.
-
Vida sofrida, sofrida é a vida.
-
O jovem deitado na cama
sofre e não reclama.
-
Os poderosos, sem pena,
do jovem deitado na cama,
assistem a cena.
-
Fui mal
não há verba para o hospital.
-
Vida sofrida, sofrida é a vida.
-
O jovem deitado na cama,
e os poderosos não enxergam a cena.
-
Sem verba o tempo voa.
-
O jovem não reclama.
-
Passou o tempo,
chegou o triste momento
do jovem deitado na cama.
-
Apagou a chama
do jovem deitado na cama.
-
-“Adeus”
 Alguém acena.
-
O mundo foi feito para as pessoas?
-

A Águia

A Águia
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Tão longe, no céu azul,
dois olhos sagazes fitam um corpo que se move,
repentina,
a ave de rapina projeta o voo com um golpe voraz.
-
Avassaladora,
mortal,
e destruidora.
-
Depois, com os despojos no bico,
alça um voo ao ninho.
-
O maná é o espólio.
-
Os filhotes bem cuidados,
tratados com amor,
orgulho de ser mãe.
-
Diz a lenda
que, com certeza,
aos quarenta, a águia,
na sua natureza,
bate o bico na rocha forte,
arranca, sem dó, as unhas imprestáveis,
só aquelas, indesejáveis,
e, revigorada,
a ave de rapina,
alça o seu voo novamente,
voraz.
-
É lenda...
Mas quem dá a certeza?

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Um amigo

Um amigo
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Quem tem um amigo tem um irmão d’alma
que o tempo ou a distancia não separa.
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Um amigo diz a verdade na cara,
mas apoia a cada momento.
-
Um amigo não julga
pois só pensa na ajuda.
-
Um amigo é mão que não separa,
voz que ampara,
um abraço e beijo fraterno.
-
Um amigo não tem maldade,
só tem bondade.
-
Um amigo está presente,
mesmo estando ausente.
-
Amigo não se deixa enganar,
sabe quando vê um disfarce
e sorri quando ouve um confuso
-“Não foi nada, está tudo bem...”
-
Abraça e diz
-“Certo...pode chorar,
a gente pensa depois...”
-
Amigo pode xingar
rir
e debochar.
-
O importante em um amigo é o carinho,
compreensão
e companheirismo.
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Um amigo é irmão d’alma

Sorria nos piores momentos

Em 17 de Outubro de 2013
Sorria nos piores momentos
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Nos piores momentos da vida...sorria;
sorria e pare para pensar.
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Acima de tudo
nunca pense em coisa insignificante,
não pense que alguém poderia estar pior...
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Seja da vida amante.
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Nada é inferior do que pensar só nos desacertos.
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Sim, sorria nos piores momentos,
pois a maneira mais prática para encontrar novos rumos
é ter nos lábios um sorriso,
esquecer todos os tormentos
levando no coração a esperança.

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Poema ao seu amar

O poema “Poema ao seu amar” foi publicado pela primeira vez, na internet, em 21 agosto de 2013, no blog “poemas de um poeta sem talento”, depois transferido para o blog “poemas e sentimentos de um poeta sem talento”. Hoje, com modificações, transferido, novamente para o meu novo blog: “Poeta Sem Talento” ao qual vou transferir poemas com a intensão de somar material para futuramente editar um livro.
Poema ao seu amar
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Teus olhos são tão doces
A doçura de quem viveu uma vida
Desculpas, não sou como esperas
Guardo comigo uma áurea reprimida
Sem cura
Perdida, quem sabe
Em uma rua escura
Minha alma ti vê como amiga verdadeira e sincera
Meu corpo ti deseja como mulher faceira
Na nascente dum rio de paixão
Em um mundo de uma nova utopia
Sonho com teus beijos
Fantasia ou anseio?
Acordo sem a lua cheia
Com esta dor que incendeia
Longe de teu amar.