quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Déjà Vu

Déjà Vu
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Na luz dos teus olhos encontrei a paz
que havia perdido
nos descaminhos da vida.
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Meu passado é uma história atribulada.
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Viajava, na vida, como passageiro clandestino,
sem rumo, solto, sem destino.
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Não havia parada certa,
nem abrigo,
era incerto o que teria pela frente,
sabia, simplesmente,
que o meu termo estava no porvir,
e isto me atemorizava,
pois sem rumo, perdido,
escravo e amargurado,
eu vagava, vagava...
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Foi na dobla de uma esquina,
qualquer, da existência,
realidade que não tinha mais,
algo mudou tão de repente.
-
Você surgiu na minha frente
e o seu acalento trouxe a paz,
minha jornada tomou outra referência.
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Eu senti na força da luz dos olhos seus
o apoio da sua mão estendida.
-
Foi veemente quando me deste a mão.
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Com o seu amparo levantei,
na vida não era mais um cativo.
-
Infelizmente
os mesmos caminhos tortos que lhe trouxeram
levaram a sua alma tão pura
para longe, bem distante
dos olhos meus.
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Você foi morar com Deus.
-
Desamparado
chorei ter perdido um grande amor,
mas não voltei a ser errante,
pois a sua presença não perco nunca mais.
-
A luz dos seus olhos, a força do seu amor
estarão sempre comigo,
vá onde quer que eu for.
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E eu passo por todas as estradas
diferente por não procurar a sua luz,
pois a luz olhos seus eu trago comigo.
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Procuro, isto sim, encontrar em cada estrada
um momento déjà vu.
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